Vendas, telemarketing e produtos “sensacionais” que ninguém se importa.

Vendas, telemarketing e produtos “sensacionais” que ninguém se importa.

Se você acha que o objetivo do marketing é vender, se você acha que o objetivo do seu site ou da sua página no Facebook é vender, então nós precisamos conversar. Pra começar, sugiro que você repense esse conceito. Melhor ainda: Jogue-o fora e vamos partir daí.

Esse é um equivoco muito comum cometido por empresários e também por profissionais da área. E sabe porque eu não acredito que a comunicação, como objetivo de vendas, funciona? Simples, porque é chato.

Ninguém gosta de estar em casa relaxando e receber uma ligação do telemarketing para “estar oferecendo” um novo produto, pacote, cartão ou a quinquilharia que seja.

Sabe aquela propaganda antes do vídeo carregar no Youtube? Chato! Pop-up ou super banner em lugares inconvenientes? Chato. E os “reclames do plim plim” então? Como se a programação da TV já não fosse ruim o bastante… na verdade, nesse caso, os comerciais até que são uma boa.

Ou seja, você não pediu por aquilo. Por isso é invasivo e desagradável.

Colocar vendas como objetivo de um trabalho de comunicação, significa pular a etapa mais importante e que deve acontecer antes: O relacionamento com o público. Esse sim deveria ser o objetivo de qualquer empresa dentro de suas redes sociais, site, TV, rádio, revista ou qualquer mídia que ela pretenda estar presente.

Ficar postando foto de produto e promoção todo dia no Facebook? Simplesmente pare. Não é isso que vai fazer as pessoas comprarem de você.

Você precisa transformar a propaganda em conteúdo. Eu sei que é clichê e simplório colocado dessa forma, mas nos aprofundaremos mais nisso em artigos futuros.

Quem é o seu público? Quem é o seu consumidor? À quem interessa – se é que interessa  o produto que você vende, ou o serviço que você presta? Que tipo de problema aquilo que você vende resolve para quem compra? – Se é que compra.

Tá vendo!? Você nem pensou nisso, né? Já foi logo criando um anúncio, gritando aos quatro ventos o quanto a sua empresa é maravilhosa, o quanto seu produto é revolucionário e como seus vendedores são sensacionais.

Ficar no Facebook postando “fotinha” de produto, falando de como sua empresa é a oitava maravilha do mundo, não cola mais. Sabe porque? Porque é o papo que todo mundo tem.

Na verdade, empresas com um discurso oposto a esse, saem do lugar comum e as vezes se dão bem e criam uma marca. Conhece o Bar do Capelão?

Pensar no consumidor (pensar de verdade, não aquele papinho de sempre), criar relacionamento com ele, é uma questão fundamental e que as empresas e muitas agências e publicitários não estão atentos.

É muito comum ver profissionais da área que só estão preocupados em atender à demanda direta do cliente e se tornam “fazedores de job”. Eles não estão pensando sobre o papel deles dentro da empresa dos clientes e também não estão pensando sobre o papel de seus clientes para o mercado, para o público consumidor.

Não estou dizendo que é fácil, mas que é necessário sair desse piloto automático.

Não seja pro seu público o tipo de empresa que você detesta. Não gere um tipo de comunicação para os seus clientes que você não gostaria de receber.

Se você não tiver em mente que o interesse do público é o foco, e não tiver como base se comunicar, conversar e criar relacionamento com o seu consumidor, tudo o que vem depois disso, é inútil. Ser relevante para o público é o estágio número um, e se você não está fazendo isso, então é melhor parar com tudo que vai além disso, porque é um esforço sem retorno.

É preciso cair na real e entender que existem várias empresas, vários produtos, vários serviços que são muito parecidos com os seus (pelo menos pro público que se depara pela primeira vez com você). Então, sem o posicionamento de mostrar o problema que a sua empresa resolve, para quem resolve e como resolve, você é só mais um.

Vender é consequência, não é objetivo. Consequência de você criar um relacionamento com seu público e gerar um conteúdo que seja interessante para ele e que crie um contexto a respeito do seu produto ou serviço.

A partir do momento que você estabelece uma relação, você passa credibilidade, você mostra que você não é só mais uma empresa que quer vender um produto igual a outros tantos produtos que já existem, em empresas que são iguaizinhas à sua. Do contrário, porque comprar de você e não do concorrente que de repente é até mais barato?

Não seja pro seu público o tipo de empresa que você detesta. Não gere um tipo de comunicação para os seus clientes que você não gostaria de receber e já está cansado de ver por aí. Pense nisso.

Deixe uma resposta